Classificador de Periódicos e eventos CAPES (2025-2028) Área: 02 — Computação
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Documento de Área · Computação · ciclo 2025-2028

Mudança do Qualis Periódicos CAPES —
novos estratos para a área de Computação

A CAPES encerrou o Qualis Periódicos na forma que a comunidade conhecia. A lista divulgada em janeiro de 2026 foi a última a atribuir estrato a revistas, e refere-se ao quadriênio 2021-2024, já encerrado.

A partir do ciclo 2025-2028, quem recebe estrato é o artigo, não o veículo — dois artigos publicados na mesma revista podem terminar em estratos diferentes. A CAPES definiu três procedimentos possíveis e deixou cada área de avaliação escolher o seu. A Área 02 — Computação adotou o Procedimento 2: indicadores do veículo combinados com indicadores e critérios qualitativos do artigo.

Na prática, para a área de Computação isso significa: artigo em periódico recebe estrato pelo percentil do Scopus ou do Web of Science, o maior entre os dois; artigo em evento recebe estrato pelo h5-index do Google Scholar, ajustado pela classificação das Comissões Especiais da SBC. Os oito estratos vão de A1 a A8. Abaixo, os cortes exatos e os trechos literais do documento oficial.

O que mudou

Até 2024

A revista tinha estrato.

Todo artigo publicado nela herdava o mesmo A1, A2, B1… E havia a trava de três artigos em evento para um em periódico.

2025 a 2028

O artigo tem estrato.

Dois artigos na mesma revista podem receber estratos diferentes. A trava de três para um deixou de existir: a área passa a analisar só as melhores produções.

Na prática, para quem vai submeter, a pergunta deixou de ser “qual o Qualis desta revista” e passou a ser “que estrato meu artigo tende a receber se eu publicar aqui”. É a essa pergunta que a busca deste site responde.

Os oito estratos

Periódico vai por percentil; evento vai por h5-index. Passe o cursor numa linha para ver a faixa na régua.

Cortes de percentil e de h5 por estrato
Estrato PercentilScopus ou WoS h5Google Scholar
A1≥ 87,5≥ 35
A2≥ 75,0≥ 25
A3≥ 62,5≥ 20
A4≥ 50,0≥ 15
A5≥ 37,5≥ 12
A6≥ 25,0≥ 9
A7≥ 12,5≥ 6
A8< 12,5> 0

O que o documento diz

Abaixo, os trechos literais da seção 2.2 do Documento de Área — Perspectivas na avaliação da produção intelectual, páginas 20 a 23. Nossos comentários vêm depois de cada trecho, sempre identificados.

O procedimento escolhido

“Os produtos bibliográficos serão avaliados em duas etapas: baseada nos indicadores quantitativos e qualitativos dos veículos e pelos indicadores quantitativos e qualitativos dos artigos. A área seguirá o Procedimento 2 recomendado pela CAPES para a avaliação de artigos.”

“Os produtos resultantes das produções bibliográficas serão classificados em até 8 níveis seguindo os percentis ou indicadores de citações de bases reconhecidas na comunidade internacional (Scopus ou WoS para artigos em periódicos, H5 do Google Scholar para artigos em eventos). Indicadores qualitativos de eventos (recomendações das Comissões Especiais da Sociedade Brasileira de Computação - SBC) e periódicos (editados por sociedades científicas) também serão utilizados para a avaliação de artigos em periódicos ou em eventos.”

Documento de Área — Computação, p. 20-21

Periódicos

“Os níveis de referência para artigos em periódicos seguirão o padrão calculado por intervalos iguais (12,5%) do percentil da WoS ou Scopus – o maior entre os dois: 87,5 define valor mínimo do 1º estrato (A1); 75,0 do 2º (A2); 62,5 do 3º (A3); 50,0 do 4º (A4); 37,5 do 5º (A5); 25,0 do 6º (A6); 12,5 do 7º (A7); valor máximo do 8º estrato inferior a 12,5 (A8).”

“Artigos publicados em periódicos da SBC também serão analisados de maneira qualitativa e poderão ter seus níveis de referência alterados para até no máximo dois níveis acima do nível indicado pelos percentis mencionados acima.”

Documento de Área — Computação, p. 21-22

Eventos

“Em uma primeira etapa o artigo terá o nível atribuído de acordo com o indicador H5-index da Google. Assim, os valores de H5 dos eventos para enquadramento nos níveis são: A1: H5 >= 35; A2: H5 >= 25; A3: H5 >= 20; A4: H5 >= 15; A5: H5 >= 12; A6: H5 >= 9; A7: H5 >= 6; A8: H5 > 0.”

“Em uma segunda etapa […] artigos que forem publicados em eventos que tenham indicador H5, e sejam indicados como “Top 10” poderão ser reclassificados em dois níveis acima do que seria indicado pelo H5-index. Artigos publicados em eventos que são indicados como “Top 20” poderão ser reclassificados em um nível acima. Artigos publicados em eventos que são indicados como relevantes para as CE-SBC terão mantida a classificação indicada pelo H5.”

“Para artigos publicados em eventos sem H5, os indicados pelas CE-SBC como “Top” poderão ser classificados no nível A7, enquanto os publicados em eventos indicados como relevantes para a CE poderão ser classificados no nível A8. Artigos publicados em eventos que não seguem o recomendado pelo GT de classificação de eventos, não tenham H5-index ou recomendação de CE-SBC não serão considerados pela área.”

“Para a avaliação qualitativa haverá uma saturação no nível A3, ou seja, nenhum artigo será avaliado acima do nível A3 somente por meio desses critérios qualitativos.”

Documento de Área — Computação, p. 22

Critério de indução

“Finalmente, como critério de indução, a área classificará artigos dos principais eventos nacionais promovidos pela SBC. Artigos publicados em eventos com pelo menos 20 anos de tradição poderão ser classificados no nível A4 e artigos publicados em eventos com pelo menos 10 anos de tradição poderão ser classificados no nível A5. Artigos publicados em eventos de outras sociedades científicas que tenham aderência à área e respeitem os critérios qualitativos dos eventos poderão também ser classificados nesses níveis.”

Documento de Área — Computação, p. 22-23

Nota deste site. Este critério exige o ano de fundação de cada evento, que não temos de fonte verificável. Por isso ele não é aplicado nos nossos cálculos — as fichas dos eventos sem h5 avisam quando ele poderia se aplicar.

Ajuste pelo FWCI

“Após a classificação dos artigos pelos critérios baseados nos veículos, eles poderão ter seu estrato alterado com base em indicadores qualitativos (relatados pelos programas) ou por indicadores bibliométricos do artigo. Neste segundo caso, o indicador bibliométrico usado será o FWCI (Field-Weighted Citation Impact). Este indicador será aplicado da seguinte forma: 5% dos artigos com maior FWCI, dentre todos os artigos selecionados pelo conjunto dos programas, e que foram classificados inicialmente em estratos inferiores a A3, terão seu estrato aumentado em 1 nível. O valor do FWCI para cada artigo será aquele fornecido pela CAPES.”

Documento de Área — Computação, p. 23

Nota deste site. O FWCI é do artigo, não do veículo, e o corte dos 5% depende do conjunto submetido por toda a área naquele ciclo. Não há como saber de antemão — por isso ele aparece apenas como simulação nas fichas.

Ciência Aberta e descartes

“Alinhado às novas dinâmicas existentes nas publicações atuais e coerente com diversos aspectos de Ciência Aberta, artigos publicados em bases abertas serão avaliados de maneira qualitativa, considerando a justificativa apresentada pelo programa, e poderão ter um estrato atribuído pela área.”

“Importante ressaltar que a área poderá fazer uma análise qualitativa dos artigos e não considerará artigos que não possuam aderência à Computação, que tenham indicadores inflados artificialmente, ou que tenham sido retratados por más práticas. […] Em relação a artigos em periódicos, somente serão considerados aqueles que forem publicados em editoras que não utilizem más práticas editoriais.”

Documento de Área — Computação, p. 23

Fim da trava de 3 para 1

“A partir da avaliação da quadrienal 2025-2028, em decorrência de a área passar a analisar somente as melhores produções, não mais existirá a trava de ter no máximo 3 artigos em eventos para 1 artigo em periódico.”

Documento de Área — Computação, p. 20
De onde vêm os números deste site
  • Percentil: export da tela Scopus Sources, coluna Highest percentile.
  • h5: Google Scholar Metrics, janela de cinco anos.
  • Top 10 / Top 20: planilha oficial das Comissões Especiais da SBC.

Publicamos o estrato calculado, não os dados brutos de assinatura. Cada ficha mostra a origem de cada número e a data.

Um ponto ambíguo, e como o resolvemos

O documento diz: “Para a avaliação qualitativa haverá uma saturação no nível A3, ou seja, nenhum artigo será avaliado acima do nível A3 somente por meio desses critérios qualitativos.” A frase admite duas leituras — o teto limita só o bônus da CE-SBC, ou limita o resultado inteiro?

Resolvemos comparando com o Qualis Eventos oficial do ciclo 2021-2024, publicado pela mesma comissão, com o mesmo método e os mesmos cortes de h5:

GrupoCasos Oficialmente acima de A3
Top10/Top20 cujo h5 sozinho daria pior que A3933
Controle: h5 sozinho já daria A1 ou A2140109

Sem o teto, os 93 do primeiro grupo teriam ido todos a A1 ou A2. O grupo de controle mostra que a comissão não hesita em passar de A3 quando é o h5 que justifica. Portanto: o teto limita o ganho qualitativo, não o indicador. É assim que este site calcula.

Documentos oficiais

Nada aqui substitui a fonte. A classificação oficial é da comissão da área.

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1.983 periódicos e 1.125 eventos, com filtro por estrato e por indicador.

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